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Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico - Pastichê Nagô

Descrição

Detalhes

Eu era um macumbeiro solitário no subterrâneo sônico da cidade cinza, em 2008. Sim, Thaíde & DJ Hum, Racionais, Sabotage, todos faziam menção direta aos Orixás em rima desde sempre, e o Toca Ogan já reinava há milianos no terreiro da Nação Zumbi. Mas chamar no peito esse tema, em anos recentes? Era a gente, no Mamelo Sound System, que estralava o tambor, via sample na madrugada. Vale lembrar que o afrobeat não tinha sido redescoberto pela Geração Y, boa parte da população periférica se convertia ao protestantismo, e a demonização do candomblé era mais comum. Ouvindo Os Afro-Sambas de Baden Powell & Vinícius De Moraes, Coisas de Moacir Santos, Orquestra Afro-Brasileira, pensava: "será possível que nenhum músico de hoje em dia vai clamar a tocha dessa essência?". AXÉ: pouco depois, trocando ideia c/ M. Takara, abriu os caminhos. Ele falou p/ chegar no Ó Do Borogodó quarta, achava que eu ia curtir, que tinha a ver comigo. Na semana seguinte fui lá. Chapei na atmosfera toda, da pista de dança melindrosa ao clima de festiva resistência à gentrificação iminente que pairava no ar, mas foi o som que bateu forte e fez toda diferença. Kiko Dinucci em estado bruto, munido dum punhado de composição cabeça de nêgo, um violão foda e muito sangue no zóio; acompanhado pela melhor formação que conseguiu juntar até ali. E o côro comeu. Era a peça que faltava no quebra-cabeça, acendendo vela pra santo, só que dum jeito bem próprio do aqui agora, vanzoliniano às vezes, cantava a bola do Lira Paulistana na caçapa central, mas c/ cheiro de Sonic Youth também, que ninguém é turista. Saí pasmo, nem troquei ideia c/ ele, Douglas Germano, ou Thiago França, que não integrava o Afro-Macarrônico, mas tava na fita aquela noite, incendiando o sax. Na sequência, chegou o cd Pastiche Nagô, cujo título é outro golpe de auto-ironia de fazer gosto, que nem o nome do Bando. Ouvi esse até umazora, depois o Padê, e propaguei pra todo mundo que pude. O álbum é monolito fundamental da obra hoje admirada no Metá Metá, no solo da dama Juçara Marçal, da dona Elza Soares, ou outra das crias desse gatuno forjado à base de arroz, feijão e hardcore no CECAP de Guarulhos. O estilo e estética depois desenvolvidos, distorcidos... já tava tudo aqui. Se tornou a trilha sonora do período. No meu entender, isso é carimbo dos grandes discos, eles demarcam território no espírito, invocam um sabor quando revisitados, a despeito de qualquer eventual limitação técnica ou guinada posterior. Enfim em vinil, quem já flagrava mata a saudade, e quem não conhecia descobre da melhor forma possível. Laroiê Exu, Mojubá! Rodrigo Brandão

Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico - Pastiche Nagô (Branco)

Product Code: MRF001B
Edição especial Record Store Day 2017

Edição limitada de 50 cópias, com capa produzida em papel especial branco - sem ácidos pra não amarelar com o tempo - e com impressão em preto e dourado feita em serigrafia, uma versão mais parecida com a capa original do CD, lançado em 2008 pelo selo parceiro DESMONTA

Availability: 14 In stock

R$90,00